terça-feira, 10 de junho de 2008

No Consulado Argentino

Foi mesmo o que previ, mas consegui isenção da taxa pela certidão de antecedentes criminais. Pode chegar em até 3 meses ou até antes um pouco, no decorrer de agosto. Preciso para anexar ao pedido de naturalização.

Deixei 108 impressões digitais e 4 fotos meio perfil direito, que o consulado pagou. Além de preencher alguns formulários.

Agora é só esperar. Na sequência pretendo ir pro Fôrum, tentar encaminhar docs brasileiros. Com isenção de taxa é claro. Pela letra da Lei sou pobre mesmo e assino embaixo.

Depressão

Encarar a depressão com comprimidos me parece o maior besteirol. Se quiser encarar na base da muleta psicológica, tem coisa bem melhor na natureza.

Por outro lado, conseguindo meus docs todos e a pensão que tenho direito, a deprê desaparece rapidinho. Seriam abafadas, superadas facilmente, a pressão da lembrança do assassino pinochet e minha família que sempre esteve desse lado; como também a dor de ter criado um filho que não presta para merda nenhuma.

O pior é ficar na dependência, impotente na indigência. Acho, seriamente, que deveria ter direito a possuir um documento de identidade do páis onde tenho residência legal, independentemente se tenho ou não dinheiro para pagar a taxa exigida.


Da Minha Safrinha


A Pior e Mais Perigosa Doença
Que está Destruìndo o Planeta
Chama-se Alienação

Efeitos Colaterais

Como resultado da visita à Ama, passei à categoria 24 horas. Quer dizer que não preciso mais sair e ficar o dia na rua. Também posso almorçar aqui. Tenho certa liberdade para sair e entrar. Melhorou um grau.

A assistente social ligou pra Polícia Federal e entendeu que não há como se livrar da taxa de R$ 305,xx para se obter a segunda via do documento de identidade. Ela acha que o Consulado Argentino deveria pagar o valor. Falou com alguém lá e me deu um encaminhamento.

Vou ter que ir, perder almoço, mas não vejo como e por que o consulado is pagar a taxa para um documento estrangeiro. A esperança morre quando a objetividade toma conta. Aí não alcança o pensamento positivo.

Tudo bem, nasci por lá, na capital, mas nem o hino nacional sei nem reconheço; nunca cantei a marcha dedicada a Perón; morei lá nem 4% da minha vida; meus direitos de cidadão não vão além de um documento de identidade ou um passaporte. Argentino Eu?... só pra algumas leis de validade internacional e pra mais nada.

Argentino residente no país de lá, indigente e morador de rua, cinco anos mais velho que eu, pode ter direito a 120 dólares por mês. Eu nem apareço no cadastro previdenciário. Não ter direito nenhum no país de nascença é não ter pátria mesmo. Pelo menos não aquela.

Mas vale uma visita ao consulado. Tempo sobra e de repente cato matéria para mais um post.


Os Dentes

Quando cheguei em Floripa, em maio do ano passado, uma simpática dentista de Posto de Saúde da Lagoa, me encaminhou à Ufsc para me fazerem uma dentadura.

Consegui atendimento em junho e no mês seguinte extraíram vários dentes, toda semana. Era para colocar a dentadura em agosto. Mandaram voltar em setembro e então em outubro, quando disseram que estavam me colocando numa lista, compridona, que iam entregar a fim de ano, para ver se iriam ter vaga no ano seguinte (2k8). Só que não moro mais por lá.

Me deixaram banguela à toa e nem uma limpeza fizeram nos poucos dentes restantes. Um canino já quebrou, porque não mais encaixaba bem. Faz mal à saúde.

Aqui pretendo dar uma checada no sistema público de saúde. Já sei que, para falar com uma dentista do posto de saúde, perco o café de manhã e o almoço, se quiser ser atendido.

Mais sobre Dentes

Tanto quanto filmes, discos ou livros, os games são produtos culturais, independentemente de sua qualidade ou de seu conteúdo. O mesmo valeria para os jogos eletrônicos.


A justiça brasileira retiruou de circulação alguns games extremamente violentos. Os lobbistas das indústrias alegam que isso seria censura, ferindo o princípio de liberdade de expressão.


Segundo definição de ‘experts’ no assunto, cultura é tudo o que o ser humano faz o produz.

Eu me pergunto:

“È necessário incluir a merda nisso?”


Pelo menos visto desde uma perspectiva de análise daquilo que está sendo vendido, para o povo, como ‘espontânea’ expressão cultural brasileira. O que inressa é o dinheiro, o resto é lero lero.


terça-feira, 3 de junho de 2008

Um dia na BaseLar

Nesta segunda a assistente me autorizou ficar o dia 'em casa'. Depois das 14h me mandam pra Ama, ou Posto de Saúde, para tirar laudo médico dos joelhos e tratar da depressão. Legal, acharia bom poder sair quando necessário e ficar quando não precisar ir a lugar nenhum.

Descobri que teria que ficar no pátio, no frio, sem poder entrar no dormitório. A caixa idiota ligada no programa da dona do loro. Umas 50 pessoas espalhadas por aí, todas doentes. Está bastante frio.

Bom é que tenho roupa de inverno. Ruim é que fudeu o ziper da claça recem lavada. Só tenho mais uma; jeans branco. Ainda tenho que agradecer o apóio logístico de um amigo. Posso lavar roupa e tomar banho no apartamento dele, nos fins de semana. Valeu, camarada!

Domingo no trecho

Tentando focar em textos para o blog. Têm dois prontos, mas quero mais. Tem coisa que não escrevi e nem lembro do quê que era. Pode ser isto mesmo que escrevo agora, pra ganhar tempo na digitada quando postar. Histórias e anedotas têm até demais. Nem tempo pra tanta coisa.

O que dá é saudade de máquina fotográfica. Agora mesmo. Já vi antes aquela idosa, hoje bem agasalhada, cochilando na cadeira de plástico do terminal de ônibus urbano e interestadual, de trêm, metrô e taxi; com duas bolsas grands, semitransparentes, de plástico ao lado dela, contendo várias bolsas menores com seus pertences.

Ou filmar un vídeo digno do u2b, com aquele rapaz no albergue que mexe braços, pernas e cabeça de forma convulsiva e totalmente randômica. Não dá pra prever o próximo movimento e a sequência é rápida e constante.

Mas consegue caminhar e dá espetáculo de manhã, quando consome seu pão e leite com café. Não perde uma migalha, nem derrama um pingo sequer.

Desculpem, é realmente muito divertido, mas um vídeo fere o direito do ser humano de não ser exposto a gozação.

Obs! Descubri agora: foi overdose de cocaina.

Ver: "Declaração dos Direitos de Animal Humano", no link Edições Universo Separado.

Cena no Viaduto

Marquei encontro com um colega na estação Marechal Hermes. Daí decidi voltar caminhando pro 'lar'. Cronometrei e é por isso que lembro ter chegado no viaduto às 20:35.

Começando a descida, pela passarela de pedestres, tinha um casal discutindo. Chegando perto ouvi ele falar algo assim como: 'nem pensa que vai voltar à favela não'. Ele tranquilão; ela tensa, mordida, raivosa.


Não tinha como desviar. Passando junto à mureta, coisa de meio metro dela, sinto mais que vejo, ela puxando uma faca. Mas não era comigo. Olhei de relance, ele frio e meio chumbado; e segui meu caminho de fininho. Alertei dois caras que crzei mais embaixo.

No dia seguinte comentei com um colega que almoça junto. Ele tinha passado mais tarde pelo mesmo lugar. Contou que tinha policia enquadrando uma mulher.

Roupa de Cama

Lençol, fronha e toalha são trocados semanalmente. Pelo menos é a informação repassada. De fato já passaram 4 semanas e ainda estou com o mesmo cbertor, lençol e fronha do primeiro dia. Sendo que já haviam sido usadas por alguém antes de mim.

A toalha trocaram anteontem. A gente recebe um kit quando ingressa, incluíndo creme e escova dental, sabão de lavar, sabnete e barbeador. Às perguntas feitas sobre demora na troca, tem resposta padrão: "Reclama coma assistente." Pura gozação.

O que gosto mesmo, no sério, é do sabão de côco. Dão uns pedacinhos, cubunhos, quando a gente pede. Serve bem de xampú e é melhor que muto sabonete.

Banheiros no "Lar"

Só entrar pra mijar já bate o nojo. Qualquer estrangeiro pode dizer: brasileiro não puxa descarga. È das primeiras coisas que a gente repara quando chega por aqui.

Vai ver então como fica, com esse monte de gente. Caga um, caga outro, mais um e mais outro. e logo reclamam que o banheiro está entupido. È claro que têm vários onde a descarga não funciona, mas aquele estava bom.]]Acho que não pode estranhar, num país onde a maioria da população hoje adulta não conheceu saneamento básico civilizado.

Dos 18 banheiros em meu setor, têm vários sem água quente, outros sem chuveiro mesmo, algumas descargas com defeito. Vai puxar e vaza a meleca no piso, ou nem água desce. As janelas são buracos e a temperatura dentro é a mesma de fora. Trecheiro que é recolhido da rua e chega tarde à noite é obrigado a tomar banho. Dias atrás o termómetro marcava 9°.

Da sujeira enta é melhor nem falar. Não é que não sejam limpados. Estão fazendo isso agora mesmo, só que uma vez por dia não vence.

Prefiro usar os banheiros do Metrô Barra Funda e da Sé, bem mais limpos e cuidados.


Violência Social Light

A gente levanta de manhã, pula do beliche pra primeira mijada do dia. No caminho pro banheiro tem um cara obstruindo a passagem. A gente pede 'com licença, por favor'. O cara se vira e espeta: "vai tomar no cú, seu filho da puta". Nunca vi, nem conehço.

Pego meu prato de comida na hora da janta. Sento à mesa e começo a comer. Duas mesas pro lado um cara dá um espirro tipo vômito. Uns pingos batem na minha cara. Abro os braços olhando pra ele. O cara levanta com intenção de me agredir, alegando que espirrou pro chão.

O "Metrô News" é leitura maioritária dos trecheiros. Sentado à mesa, no refeitório, peço prestado do vizinho, que já leu. Resposta: "vai tomar no cú, pega o teu", acompanhado de atitude ameaçadora, como se tivesse ofendido ele. Levantou com intenção de dar porrada.

O cara do beliche, na cama embaixo da minha, cada vez que viro exclama: "vai morrer" às vezes acompanhadas da tradicional expressão 'filho da puta'. Uma madrugada deu um berro: "Seu cobertor está pindurado, vou te matar", e deu um puxão na ponta que quase me jogou no chão. O coitado mal anda de muletas, sem assistência psicológica adequada.

È por aí. Tem anedota pra encher um blog.

domingo, 1 de junho de 2008

Sacochetes Eco-Amigáveis

A moda passou e não pegou muito. Seguem em uso as danadas sacolas de plástico. Meu negócio de sacolas reutilizáveis foi pro beleleu. Sobraram algumas sacochetes que estou tentando vender.

Sacochete? É uma sacola que vira pochete, ou uma pochete que vira sacola. Feita de algodão ‘pano americano’, com o dizer “Eco-Amigável” serigrafado.

Queres colaborar? Mandamail pra:

e-ernestox@hotmail.com
Se vens pegar é R$ 10. Entrega a domicílio custa R$ 15.

As fotos são das primeiras feitas, sem impressão. As atuais não tem semente de garapuvá no feche; não tenho como furá-las.

Oferta limitada. Só tenho 10 unidades (não é mktg fulero).

sábado, 31 de maio de 2008

Sem Documentos

O cerne da questão é que perdi meu RG a fins do século passado. Me virava com a Carteira de Trabalho e o BO da perda.

Uma segunda via de RG de estrangeiro custa hoje R$ 305,xx (mais fotos) e não recebe de graça, pois é expedido pela Polícia Federal. Demora 3 a 12 meses pra chegar, e até mais em casos que conheci. Não posso nem sonhar em ter tanta grana assim.

A carteira de Trabalho está estraçalhada e não posso pegar segunda via sem o RG, como também não consigo carteira de ônibus, aqui em Sampa.

O CPF está irregular, mas nem pra acertar isso sobra um troco.

Fui nos Direitos Humanos da OAB, pra ver qual é, se tiver direito a alguma coisa. Me mandaram pro Ministério Público, que abriu processo, incluíndo o pedido do RG junto ao pedido de naturalização. Também abriram outro, pedindo uma pensão (Loas) à qual tenho direito. A Lei me obriga naturalizar, apesar que alguns juizes considerarem inconstitucional. (Artigo 5º e tal).

À pergunta sobre demora, foram muito relutantes antes de afirmar que tudo isso ia demorar mais de dois anos. Daí, o 'poder público municipal' me enfiou num albergue e mandou esperar.

Poderia ir pro Chile, onde o Consulado afirma que teria direito a uma pensão, por meus problemas físicos. Mas só se voltar, e se oferecem a me mandar 'repatriado', o que implica em algumas restrições à liberdade. Ninguém esclarece quanto seria o que poderia receber. Só sei que demora "alguns meses" (esperando em algúm asilo), e que perderia o benefício se sair do país. Além de que iria sofrer com uma estúpida e deshumana discriminação, pela população em geral, que chega a ser violenta com 'os que voltaram'.

Falando sério, tenho até medo de voltar. Tem cão solto por lá que não esquece. Tem também o assunto climático. A temperatura máxima no inverno de Santiago é menor que a mínima em Sampa. Periga não passar de agosto.

Lembro o "Catch 22" de um antigo filme de paródia da guerra do Vietnam.

Protesto de Trecheiros

No lugar onde almoço fomos todos convidados (várias vezes nesta semana) a participar de um protesto de trecheiros, contra o descaso das autoridades, denunciando discriminações, leis nçao aplicadas, faltas de respeito contra idosos, deficientes, doentes, mulheres, e por aí.

Eu não fui, protestando com minha ausência, considerando que os mesmos que estavam convidando tratam a gente de forma grossas, maleducada, desrespeituosa, prepotente, discriminatória. Não é fácil achar funcionários educados, treinados e capacitados para realizar a função exercida.

Tem muito ignorante incompetente, que nunca deveria ter sido escalado para trabalhar nesses lugares.

Sampa têm Doidos Demais

Nunca na minha vida vi tanto doido varrido como nestes quase dois mese aqui na cidade. Acho que pailista nem repara, mas é muito doido demais.

Bom, é claro que estou num âmbito onde se acumula a escória da sociedade, o pior do 'lumpen social. Mas não é só aí, mas em qualquer canto da cidade. Marginalizados, desassistidos, maltratados, milhares de homens e mulheres levam o fardo da vida por ruas e avenidas, povoam praças e parques públicos, esperando mais um dia passar, com zero chance de melhora.

repudiados pelo cidadão 'de bem', deshumanizados pelo Poder Públic, dramas pessoais incríveis, inimagináveis por quem não compartilha as situações desse universo, desfilam a todo momento frente a olhos que se recusam a ver.

Aí se encontram as irmâs injustiça e violência, e suas sequelas doentias. Promessas de vida eterna são piadas do capeta.

Nova Oferta de Ocupação

Até agora a melhor oferta (melhor por ser única) de ocupação remunerada, é montar uma fabriqueta de gravação de cds e dvds piratas. Inclui lugar pra morar. Meu papel seria assessorar a compra do equipamento e tomar conta da produção. Deixando claro que nada tenho contra a circulação de mídia a baixo custo para que não tem condição, mas não tenho cacife pra encarar uma dessas.

O Trampo

Quando consegui uma ocupação remunerada achei ótimo. Todos sabem a dificuldade de um idoso para achar trabalho.

Acontece que a situação pela que estou passando tem me derrubado. Mal aguentei duas semanas, só para chegar à triste conclusão que não tenho condição psicológica para ficar 9 horas por dia frente a um computador, realizando pesquisa por telefone.

Passar o dia ligando pro México pelo Skype. Ganhar R$ 8 por pesquisa feita e recebia R$ 15 adiantados para meus gastos. Não estava tão mal e dava para segurar um troco.

Só que tinha hora que dava branco. Nem lembrava o que estava fazendo. Estou muito abalado pela situação e um par de assuntos pessoais que irei revelando. Faz meses que choro em qualquer lugar, rua, metrô, sem poder segurar mesmo. É muito duro e vergonhoso. Não posso controlar. Assim não dá pra trampar em coisa nenhuma.

O caso que piora ainda mais, é que dona Antônia, chefona da DR&M Associados (rua Monte Alegre, 212 10 andar - Edif. West Side - tlf. 3670 2778) mandou recado que não ia pagar, nem dar um tostão de adiantamento, até o dia 10 de agosto, se não for feriado. Ou seja, daqui a Dois Mese e Meio!

Acho sacanagem mesmo, pouca vergonha, falta de humanidade, desconsideração com um idoso deficiente e doente. Gente ruim, filhos do capeta, não faltam, sobram neste planeta. Ainda periga não receber. Empresa fulera como essa é capaz de qualquer coisa. Nem tem como recorrer à dona "Justiça".

Agenda de um Trecheiro

De manhã a gente começa a acordar tipo 5am, quando os primeiros albergados começam a levantar. O dormitório é um galpão com 3 ambientes, de 40 beliches cada. Nem precisa mencionar que poucos respeitam o descanso dos outros.

Minutos antes das 6 a lu\z é ligada e a bagunça aumenta. Não preciso levantar antes das 7:15. Nem pego o café da manhã, de um 'pão de nuvem' e um copinho de leite com café. Tomei durante uma semana e me fez muito mal.

Tem que chegar antes das 8 a outro lugar. Atravesso um viduto e caminho mais uns 300 metros. Pelo menos a Assistente Social daí me autorizou tomar café sem leite, mas tem que ficar no fim da fila (umas 200 ou mais pessoas) pra pegar um pedaço de pão decente e um caneco de café frio.

Aí o relógio já marca perto das nove, mais tem que ficar por perto, pois pra pegar um rango tem que cuidar lugar desde antes das 11. A partir de meio dia a gente fica 'livre', na rua. quem quiser pega sopa às 4pm.

Nesse horário pode voltar ao albergue. A comida é servida à tardinha, começando por algumas mulheres, seguindo com doentes, cadeirantes, muleteiros, até chegar ao grosso da tropa. Depois de meia hora, ou até mais, de fila, pode pegar um goró tipo sopa ou um prato de arroz, feijão e algúm tipo de carne. Salada, fruta e um copo de suco químico nem sempre alcança para todos.

Tem tv (sempre a 'bobo'), pode ir deitar na cama, ou ficar por aí, no pátio, à toa.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O Vô no Trecho

Este blog está sendo produzido nos 'Acessa SP' da Sé e da Barra Funda, e também no Telecentro Olido Cibernarium.

O velho aqui está morando em albergue público e comendo em lugares onde não precisa pagar por um prato de comida. O dia é passado na rua, sem ter onde parar.

Quem ousar afirmar que a vida está fácil, está mentindo, em qualquer nível que se encontrar. Para um velho então, sem conseguir tirar documentos, sem ingresso nenhum, deficiente sem condições de trabalhar, imagina só.

Coisa tão normal e corriqueira como abandono de idoso pela pessoa legalmente responsável, existe às pampas; acha aos montes, então é coisa normal. Só que a gente não estava preparado pra isso.

Estou derrubado, trifudido, mas tento conservar uma certa estabilidade mental; o que apenas estou conseguindo. O blog vai seguir nestas condições. O que resultar, não sei...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Estilo de Vida

No blog do O Escriba achei uma matéria que não posso deixar de Linkar Aqui, pois reflete opiniões pessoais deste Vô.

Estou trabalhando no meu próximo livro: "A Geração Insustentável" que, justamente, lida com essas questões (e mais algumas relacionadas).

Para curiosos da minha produção literária, acessa Edições Universo Separado, na coluna ao lado.

Lembrando Albert Einstein

"A palavra 'deus' para mim nada mais é que expressão e produto das fraquezas humanas. A bíblia é uma coleção de lendas veneráveis, mas primitivas e infantis".

mais uma, agora do John Lennon:

"Deus é um conceito que mede o tamanho de tua dor"

Diz Geoffrey Sachs, economista:

"A sociedade global tem três desafios para o século XXI, que comprometem a sobrevivência da humanidade no planeta: eliminar a pobreza extrema, conter o crescimento populacional e trabalhar bem com o meio ambiente".
Mencionado por André Petry, revista Veja, 21.5.2k8

Esse é o verdadeiro desafio da 'economia verde' e nehuma das propostas pró-capitalistas tem capacidade, nem intenção, de lidar seriamente com esses pontos básicos.

A Geração Insustentável

A igreja cristã, com suas múltiplas seitas, bola e rebola dividindo seu apóio ao capitalismo de mercado, se aliando com marxistas cepitalistas de estado e dando base aos fascistas.

essas quatro expressões da criminalidade global não são essencialmente antagônicas entre si. Representam a maior ameaça ao planeta e a toda manifestação de vida que ainda consegue se manter.

Hoje não é só o futuro que está ameaçado; o presente mostra forte deteriorização e a geração que agora está nascendo e crescendo não tem como se sustentar. Não se trata mais de "gerações perdidas", mas da humanidade inteira estar avanzando ao ponto onde não tem mais retorno possível.

sábado, 24 de maio de 2008

OBS! CUIDADO!

Que a internet está cheia de lixo (parece a vida real) não é novidade. Tem abestado pretendendo nós acreditar que fascismo e nazismo não fazem parte, e que são alternativas para o capitalismo.

O movimento punk, subsidiado por grandes gravadoras, é usado para desviar a atenção dos joven de objetivos válidos e coerentes.

A disputa entre neo- marxistas, neo-capitalistas e neo-nazifascistas, apenas é uma luta por poder e mercado entre grupos que tem como objetivo a dominação planetária em próprio proveito.

As diferentes aparências do capitalismo (de estado, mercado ou pseudo-nacionalistas) são farinha do mesmo saco.
Mas o vídeo tem partes bem legauzinhas, né?

Caifora dessa!

Não te deixa enganar!



sexta-feira, 23 de maio de 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Marcha da Juventude por Jesus

"Só Jesus Salva" é Marketing.

O dízimo é o que interessa.



"Jesus voltará" é propaganda enganosa.

Caso de Procon.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

ADEUS À ILHA DA FANTASIA


AJUDA A
PRESERVAR FLORIPA

FICA LONGE DA ILHA